Relatório ·
Biometano de resíduos agroindustriais no Brasil: Outlook 2026–2035
Outlook 2026–2035 do biometano de vinhaça e torta de filtro no Brasil: mercado, regulação, economia dos projetos e três cenários para a cana até 2035.
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- Tipo
- Relatório
- Publicado em
- 12 de outubro de 2026
- Páginas
- 56
- Formato
- PDF · Português
Resumo
O biometano brasileiro deixou de ser uma tese e passou a ser um programa de investimento. Entre o fim de 2023 e julho de 2026, a capacidade autorizada pela ANP passou de 417 mil m³/dia, em 6 plantas, para 1,37 milhão de Nm³/dia, em 21 plantas. Outras 48 unidades, que somam 2,0 milhões de Nm³/dia, estão em processo de autorização.
Os resíduos agroindustriais, com a cana-de-açúcar à frente, são a principal reserva de crescimento do setor na próxima década. O setor sucroenergético responde por cerca de 48% do potencial nacional, mas contava com apenas 5 unidades produtoras de biometano em dezembro de 2025. A EPE estima em 3,5 bilhões de Nm³/ano o biometano obtenível apenas com vinhaça e torta de filtro em 2035, cerca de sete vezes a capacidade autorizada atual.
Este outlook examina as condições para que esse potencial se converta em plantas em operação. O marco regulatório está completo, mas a meta do mandato é definida ano a ano, um horizonte curto para financiar ativos com vida útil de vinte anos. A demanda com maior disposição a pagar é a substituição do diesel no transporte pesado. E a economia de cada planta responde a três variáveis: preço, utilização e investimento. Operar o ano inteiro, e não apenas na safra, é a maior alavanca de competitividade do segmento.
Até 2035, o segmento de cana pode alcançar entre 1,7 e 5,0 milhões de Nm³/dia. O cenário-base do relatório, de 3,2 milhões de Nm³/dia, requer cerca de 50 plantas novas e R$ 11 bilhões em investimento adicional. A janela para posicionamento se estreita até 2028, quando os melhores resíduos, as melhores localizações e os contratos âncora já terão sido alocados.
O que você encontra no relatório
- Tamanho e trajetória do mercado: capacidade, produção e pipeline
- Base de matérias-primas e o problema da sazonalidade da cana
- Tecnologia, produtividade e perdas de metano
- Economia dos projetos e paridade com o diesel
- Demanda, offtake e estruturas contratuais
- Regulação e incentivos: mandato, CGOB, RenovaBio e reforma tributária
- Infraestrutura, logística e coprodutos (CO₂ biogênico e biofertilizantes)
- Financiamento, modelos de negócio e dinâmica competitiva
- Benchmarks da Europa e dos Estados Unidos e lições para o Brasil
- Matriz de riscos e três cenários para 2035
- Implicações para usinas, desenvolvedores, investidores, offtakers e poder público
O relatório reúne dados públicos consultados em 2 de outubro de 2026 e estimativas da AVENTRA, identificados ao longo do texto. Destina-se a usinas, compradores de gás, investidores e demais participantes do setor. Não constitui oferta nem recomendação de investimento.